"Ele faleceu há pouco tempo. Sinto uma dor enorme no coração. Os dias parecem intermináveis. Ainda choro ao ouvir o seu nome. Entro no quarto dele e sinto o seu cheiro familiar. As suas palavras ecoam nos meus ouvidos. Ainda há poucos dias ele estava vivo... há tão pouco tempo, e todavia está morto. É-me impossível digerir ou entender a situação, é difícil aceitar. Olho para as suas fotografias, e não consigo imaginar que toda aquela vida, amor, e energia desapareceram. Mas será que o seu rosto divertido e gracioso, o sorriso, o coração que conheci melhor que o meu, o melhor amigo que ele se tornou para mim, desapareceram realmente? Só vivem na memória? Mesmo agora, isso está para além dos limites da minha compreensão, para além daquilo que é suportável. Como é que tudo aconteceu? Como é que o perdemos? Como é possível termos-lhe dedicado tanto esforço, tanto carinho, tanto amor, e mesmo assim tê-lo perdido? Se só o amor o tivesse conseguido manter vivo, ele teria chegado aos 300 anos. Mas, por vezes, mesmo amando do fundo do coração, da alma, do espírito, não é suficiente."
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